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Rosas vivas,opostas ao frio inerte que (pre)ssinto,ao limbo de primavera,a essa ausência de suor.
Tenho pétalas nas mãos,secas e desbotadas pétalas,num ramalhete macabro,presente de um final sem fim.
Restam-me espinhos nos lábios,sorrisos murchos ou esquecidos das cores,lembranças fechadas nas páginas de um livro anônimo,aguardando, na prateleira, o folhear dos anos.
Encanto-me com a roseira,recordo fragrâncias,revivo bilhetes e guirlandas,com a certeza de nunca,de verdade,findar a estação.
(Lílian Maial)
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