segunda-feira, janeiro 14
sábado, janeiro 12
sexta-feira, janeiro 11

O que há de mais importante no mundo é o gesto de tua mão apertando a minha...
Isto significa muito mais do que a compaixão, a hospedagem...
Ou o pão e o vinho oferecidos.
Porque a hospedagem termina quando a noite se vai e o pão só dura um dia.
Mas o roçar da mão e o som da voz vivem para sempre na alma.
O QUE O VENTO NÃO LEVOU
"No fim tu hás de ver que as coisas mais leves
são as únicas que o vento não conseguiu levar:
um estribilho antigo
um carinho no momento preciso
o folhear de um livro de poemas
o cheiro que tinha um dia o próprio vento..."

Minha canção te envolverá com sua música,
Como os abraços sublimes do amor.
Tocará o teu rosto como um beijo de graças.
Quando estiveres só, se sentará a teu lado e te falará ao ouvido.
Minha canção será como asas para os teus sonhos
E elevará teu coração até o infinito.
Quando a noite escurecer o teu caminho,
Minha canção brilhará sobre ti como a estrela fiel.
Se fixará nos teus lindos olhos e guiará teu olhar até a alma das coisas.
Quando minha voz se calar para sempre,
Minha canção te seguirá em teus pensamentos.
(Tagore)
quinta-feira, janeiro 10
Observe a cachoeira...
Perderia sua canção se fossem tiradas as pedras do seu caminho.
São os obstáculos que fazem suas águas prosseguirem.
Nenhuma rocha, por mais resistente que seja, é capaz de deter a água.
Ela tem sabedoria para contorná-la e seguir em frente, com a força da suavidade...
Nada é mais suave e nada é mais forte do que a água, caminha firme e lentamente, sabedora de que tem o mesmo destino do homem: seguir em frente.
Assim também é a nossa vida.
Os obstáculos existem para nos fazer caminhar cada vez mais firmes, mais determinados, totalmente entregues, confiantes na existência.
Fé é rendição.
Portanto, quando o sofrimento bater à sua porta, não lamente nem se inquiete, seja apenas testemunha da dor.
Sinta-se um privilegiado porque é das batalhas que surge a alma."

- Trabalho o poema sobre uma hipótese:
o amor que se despeja no copo da vida,
até meio, como seo pudéssemos beber de um trago.
No fundo,como o vinho turvo,
deixa um gosto amargo na boca.
Pergunto onde está a transparência do vidro,
a pureza de líquido inicial,
a energia de quem procura esvaziar a garrafa;
e a resposta são estes cacos que nos cortam as mãos,
a mesa da alma suja de restos,
palavras espalhadas num cansaço de sentidos.
Volto, então, à primeira hipótese.
O amor.- Mas sem o gastar de uma vez,
esperando que o tempo encha o copo até cima,
para que o possa erguer à luz do teu corpo
e veja, através dele, o teu rosto inteiro.
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